quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Um sonho

Acordei de um sonho hoje, querendo achar o Sol sob o rio.

Deixei a água me encontrar e no seu toque, um choque frio.

A luz dourada que iluminava você, me causou um arrepio.

Entre as rochas pesadas crescem as pétalas de um lírio azul.


Encontrei com os vaga-lumes, enquanto eu fazia um desvio.

A brisa beija meu rosto, com lábios de um beija-flor gentil.

Pisei sob as folhas mortas, e escutei um murmúrio do vazio.

No horizonte, percebo que o Sol finalmente se põe, sob o rio.

 

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Do laranja ao Violeta

O Sol nasceu hoje pelos furos duma frésia amarela.

Os raios iluminaram caracóis tímidos sob os muros.

Sinto minha pele queimar em sorrisos de dois sóis, e

Durante à noite, acendo uma vela, recupero meu juízo.


A brisa quente balança as folhas de um pomar sem frutas.

Esbarra em mim, enquanto você quase me toca, suavemente.

A nuvem densa anuncia o som da chegada do nosso silêncio;

Sinto choques elétricos que moldam as minhas novas crenças.


O céu vai do laranja ao violeta sem que antes eu possa te ver.

Caminhos através dos campos, raios revelam frésias vibrantes.

Sinto no nosso quase falar, que essas flores são nosso destino.

Vejo no nosso quase olhar, que os caracóis estão apenas dormindo. 

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Eu acho...

 acho que me expresso melhor visualmente. acho que meus poemas não são sinceros, nunca foram. as imagens das críticas dizem mais sobre o que senti sobre o filme do que o que escrevo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Resenha [220125] - O Ritual (2017), David Bruckner

Meu primeiro contato com o diretor David Bruckner foi através da franquia de terror found footage VHS (2012-2023), uma das melhores franquias que considero atualmente. O Ritual é um filme com uma energia semelhante a dessa franquia, especialmente com o curta que Bruckner dirige e que inova na releitura horrenda sobre uma sereia que devora homens através de uma câmera em primeira pessoa e efeitos visuais incríveis. De qualquer forma, o que se destaca em O Ritual não é tanto a sua forma ou os efeitos especiais, mas sim o sobrenatural que aqui serve de base para as questões psicológicas de personagens clichês de filmes de terror.

Em O Ritual, somos apresentados a cinco amigos planejando uma viagem de férias para o meio do mato - clássico de todo filme de terror. A segunda cena do filme já é muito impactante: vemos um assalto acabar na morte de um dos amigos e outro deles, o Luke, presencia a situação e não consegue reagir. Seis meses depois, os quatro homens decidem ir à viagem que planejaram junto com o amigo assassinado, dando de cara com um Deus antigo e poderoso, rituais de sacrifício animal, humano e pessoas esquisitas realizando cultos à esse Deus.

O que me chamou atenção em O Ritual é a maneira como o trauma é materializado por um monstro que na maior parte do tempo não aparece e, se aparece, esta camuflado entre a floresta densa. De alguma forma, essa maneira de abordar o trauma me lembrou Midsommar (2019) do Ari Aster, mesmo que o monstro aqui tenha uma forma e seus seguidores não sejam tão hospitaleiros. O monstro também ataca de modo diferente: depois que eles decidem passar à noite em uma cabana abandonada (outro típico clichê de terror), cada um dos quatro personagens acaba tendo um pesadelo terrível, mas o de Luke, nosso protagonista, é com o assassinato de seu amigo. Depois de acordar, Luke percebe uma marca em seu peito. É a maneira do monstro demonstrar que ele foi o escolhido, ele é o que sente mais dor entre os quatro amigos e poderá ter o privilégio de se juntar aos seus discípulos.

Apesar de ninguém dizer, todos culpam, em algum nível, Luke pelo assassinato do amigo. A tensão entre os quatro homens cresce de uma forma semelhante a outro filme do Ari Aster, Hereditário (2018), onde a morte de Charlie desencadeia em um abalo na estrutura familiar. Em O Ritual, é a amizade que se deteriora conforme o monstro se aproxima, mexe com a cabeça das personagens e os empala em algumas árvores. O final se rendeu ao clichê do mocinho se salvando e sendo o único sobrevivente, mas se a gente interpreta o monstro como um trauma a ser superado e que afasta de nós todos que amamos, Luke parece ter encontrado sua redenção, o que torna a mensagem bonita.

Sinceramente, ver o Luke colocando fogo na cabana foi bem legal, a cena poderia ter se estendido e acabado ali, deixando aberto a interpretações. O final com Luke andando pela floresta no amanhecer é bonito, mas não tão impactante.

domingo, 3 de novembro de 2024

Ainda não é Azul

Plantei Aguapé enquanto esperava você.

Dentro d’água, até onde não dá mais pé,

Te convidei para entrar, sem te falar,

Que não sei nadar.


Pensei que nasceria flores azuis no Aguapé.

Mas os anéis de Saturno apareceram no céu,

E você mergulhou, indo para longe,

Sumindo com a maré.


Pintei de roxo toda as flores que cresceram. 

Sobre o Aguapé, te achei no espelho do Sol. 

Te chamei para fugir, e sem dormir,

Sonhei com você.





Tons de Azul

Você está no azul do céu.

Você está no azul do mar.

Você está no azul dos olhos dele,

Você ainda me faz querer chorar.

Você também está na inspiração,

Que me faz querer continuar.




(>^_^)> Destaque <(^o^<)

Um sonho

Acordei de um sonho hoje, querendo achar o Sol sob o rio. Deixei a água me encontrar e no seu toque, um choque frio. A luz dourada que ilumi...